Também foram bloqueados R$ 5,7 bilhões em bens de envolvidos
O Supremo Tribunal Federal determinou a quebra de sigilo fiscal e bancário de 101 envolvidos em supostas fraudes no Banco Master. A decisão é do ministro Dias Toffoli, que também determinou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens de 38 investigados.



As fraudes no Banco Master podem ter movimentado R$ 17 bilhões com a venda de títulos de crédito falsos. A instituição financeira foi alvo de operações da Polícia Federal e também teve decretada a liquidação extrajudicial pelo Banco Central.
Investigação
A quebra de sigilo abrange o período de 20 de outubro de 2020 a 21 de outubro de 2025. A medida vai permitir à Polícia Federal analisar a origem e o destino dos recursos movimentados e avaliar a real capacidade financeira dos envolvidos.
A investigação apontou indícios dos crimes de organização criminosa voltada à prática de gestão fraudulenta; induzimento ou manutenção em erro de investidor; uso de informação privilegiada; manipulação de mercado; e lavagem de capitais.
O ministro Dias Toffoli também atendeu a um pedido da Polícia Federal e prorrogou por mais 60 dias as investigações no inquérito que apura suspeitas de irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, o Banco de Brasília.
