.

Pacatuba Em Foco

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Conheça o vegetal que ajuda a proteger rins do excesso de açúcar e pode beneficiar diabéticos

fevereiro 03, 2026
Conheça o vegetal que ajuda a proteger rins do excesso de açúcar e pode beneficiar diabéticos
Brócolis pode amenizar danos renais provocados pela hiperglicemia persistente, condição típica do diabetes

Pesquisadores da Universidade Federal de Jataí (UFJ) e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP identificaram que uma substância natural presente em vegetais como o brócolis pode amenizar danos renais provocados pela hiperglicemia persistente, condição típica do diabetes.

O composto, conhecido como L-sulforafano, atua na ativação do Nrf2, um fator celular responsável por acionar mecanismos antioxidantes. Em ambientes com excesso de glicose, essa via de proteção costuma ter sua atividade reduzida, o que favorece o avanço das lesões nos rins. A informação é do jornal O Globo.

Em entrevista ao Jornal da USP, a professora Rita de Cássia Aleixo Tostes Passaglia, do Departamento de Farmacologia da FMRP e orientadora do estudo, destacou que o diabetes mellitus está entre as principais causas de doença renal crônica e insuficiência renal terminal no mundo. Segundo ela, a hiperglicemia é o principal marcador da doença, que muitas vezes só é diagnosticada quando já se encontra em estágio avançado. “Uma vez instalada, a doença tende a progredir e pode levar à necessidade de diálise ou transplante”, afirmou.

A pesquisadora explicou ainda que a nefropatia diabética se desenvolve de forma silenciosa. Mesmo sem sintomas, o rim passa por alterações estruturais e perda gradual de função, processo que pode evoluir para quadros graves. “Assim como a hipertensão compromete os rins, o rim doente também piora o risco cardiovascular, criando um ciclo prejudicial ao organismo”, ressaltou.

O estudo

A investigação foi conduzida pelo professor Rafael Menezes da Costa, do Instituto de Ciências da Saúde da UFJ, durante seu pós-doutorado no Departamento de Farmacologia da FMRP, sob supervisão de Passaglia. Para o experimento, foram utilizados ratos da linhagem Wistar submetidos a uma dieta rica em açúcar por 12 semanas, modelo que reproduz alterações metabólicas semelhantes às observadas em pessoas com diabetes. O L-sulforafano foi administrado nas quatro semanas finais, com o objetivo de verificar se a ativação dessa via poderia reverter os danos renais.

Os pesquisadores analisaram indicadores de estresse oxidativo e inflamação, como a produção de radicais livres, a atividade de enzimas antioxidantes, entre elas superóxido dismutase e catalase, o grau de oxidação de proteínas, além de alterações estruturais dos rins e parâmetros de função renal, como creatinina e taxa de filtração glomerular.

Os resultados indicaram que a exposição prolongada à glicose elevada provocou lesões significativas. “Observamos dilatação dos túbulos, acúmulo de colágeno e expansão da matriz glomerular, sinais iniciais de fibrose renal”, explicou Costa. Também foi registrada piora da função renal, com queda da taxa de filtração glomerular, aumento da creatinina e níveis elevados de estresse oxidativo, capazes de danificar proteínas, lipídios e o DNA celular.

O cenário, no entanto, mudou após a introdução do L-sulforafano. De acordo com o pesquisador, o composto reativou o Nrf2, permitindo que o fator antioxidante voltasse a atuar no núcleo das células e restabelecesse a produção de enzimas responsáveis por neutralizar os radicais livres.

Com isso, houve redução do estresse oxidativo, diminuição da oxidação de proteínas e atenuação das principais alterações estruturais observadas nos rins, como o acúmulo de colágeno e a dilatação dos túbulos. Os parâmetros funcionais também apresentaram melhora, indicando recuperação parcial da capacidade de filtração do sangue.

“Esses achados ajudam a entender por que alguns pacientes desenvolvem insuficiência renal mesmo mantendo certo controle glicêmico. Se o Nrf2 permanece inibido, o sistema de defesa antioxidante continua comprometido”, explicou Costa.

Para os pesquisadores, os dados reforçam o potencial de compostos naturais como o L-sulforafano, ou de moléculas sintéticas com ação semelhante, como estratégias promissoras em estudos futuros e possíveis terapias complementares na prevenção da nefropatia diabética.

A próxima etapa do grupo é investigar se os mesmos efeitos podem ser observados em humanos e avaliar outros ativadores da via Nrf2. “Queremos saber se esse mecanismo também está presente em pacientes diabéticos e se substâncias naturais podem oferecer benefícios clínicos semelhantes”, concluiu Passaglia.

Inmetro e ANP combatem fraudes em postos de combustíveis

fevereiro 03, 2026
Inmetro e ANP combatem fraudes em postos de combustíveis
Operação Tô de Olho atinge simultaneamente oito estados e o DF

Pedro Peduzzi

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciaram, nesta terça-feira (3), a Operação Tô de Olho - Abastecimento Seguro. A meta é fiscalizar fraudes “na qualidade e na quantidade” do combustível vendido por cerca de 180 postos.

A fiscalização ocorre em “cidades previamente selecionadas” localizadas no Distrito Federal e em oito estados situados em cinco regiões do país, segundo a ANP.

“As ações incluem a verificação do volume efetivamente entregue ao consumidor, condições das bombas medidoras, existência de manipulações eletrônicas e regularidade das manutenções realizadas, bem como a qualidade dos combustíveis”, detalhou o Inmetro.

Fraudes

Segundo as equipes de investigação, as fraudes ocorrem tanto por meio da adulteração de combustíveis, como de forma eletrônica, a partir da instalação de dispositivos clandestinos em equipamentos, de forma a despejar no tanque quantidade inferior ao que foi registrado na bomba.

“A Portaria Inmetro nº 227/2022 estabelece tolerância máxima de 0,5%, o equivalente a 100 ml [mililitros] a cada 20 litros abastecidos”, esclarece o instituto.

Se confirmadas as práticas criminosas, os postos serão autuados pela ANP, ficando sujeitos a multas de até R$ 5 milhões, além da possibilidade de suspensão e revogação da autorização para funcionamento.

“No caso de autuação pelo Inmetro, os postos flagrados com irregularidades podem receber multas entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão”, acrescentou o instituto ao lembrar que, nos casos de fraudes, as bombas devem ser substituídas; e que podem ser aplicadas também medidas como autuações, interdições e apreensão de equipamentos.

Postagens mais antigas Página inicial
Pacatuba Em Foco - 2026