Pressões sociais e falta de apoio agravam cenário
O adoecimento mental em jovens amplia riscos graves de mortalidade e internações. Rotina acelerada, pressões sociais e aumento de fatores estressores entre adolescentes e adultos jovens, além de menor acesso a suporte adequado são um sinal alerta. É o que revela um recente estudo da Fiocruz.



Segundo o relatório de saúde mental divulgado pelo Informe Epidemiológico sobre a Situação de Saúde da Juventude Brasileira, a taxa de suicídio entre jovens chega a 31 casos por cem mil habitantes. Um índice superior à taxa geral da população, que é de quase 25 casos a cada cem mil habitantes.
O documento indica que, entre homens jovens, o índice aumenta para 36,8 por cem mil habitantes, o que revela maior vulnerabilidade nesse grupo.
A psiquiatra Aline Sena da Costa Menezes, da ViV Saúde Mental e Emocional, afirma que homens demoram a procurar ajuda por medo, vergonha, levando a quadros avançados de adoecimento, o que aumenta as chances de internações.
Segundo a médica, o primeiro passo é falar com alguém de confiança.
A psiquiatra Aline Menezes reforça a necessidade de investimento em políticas públicas integradas, campanhas de prevenção, formação de profissionais, ampliação do acesso a atendimentos psicológicos e psiquiátricos, e fortalecimento das redes comunitárias de apoio, para minimizar os impactos na saúde mental de jovens.
Se precisar, peça ajuda
Qualquer pessoa com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida deve buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos e educadores, e também em serviços de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.
Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);
UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;
Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).
