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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

China repudia julgamento contra o presidente Maduro e exige sua liberação imediata

O Governo da República Popular da China, por meio da porta-voz de sua chancelaria, Mao Ning, manifestou seu firme repúdio ao julgamento do presidente Nicolás Maduro nos Estados Unidos, qualificando-o como uma grave violação da soberania venezuelana.

A porta-voz ressaltou que “nenhum país pode sobrepor suas próprias normas internas ao direito internacional” e exigiu de Washington a libertação imediata do mandatário e da primeira-dama, garantindo em todos os momentos sua segurança pessoal.

Durante sua primeira comparecência perante o tribunal do Distrito Sul de Nova York, o presidente Nicolás Maduro declarou: “Não sou culpado”, afirmou Maduro no tribunal. “Sou um homem decente, sou o presidente do meu país”, diante das acusações de narcotráfico impostas pela administração de Donald Trump para justificar sua captura.

O líder bolivariano reafirmou sua condição de presidente constitucional da Venezuela e denunciou ser um prisioneiro de guerra. Sua esposa, Cilia Flores, também se declarou inocente. Por sua vez, o chanceler chinês Wang Yi rejeitou que uma única nação pretenda atuar como “polícia do mundo” e juiz internacional, reiterando o compromisso de seu país com o respeito à legalidade e à autodeterminação dos povos.

Por fim, Pequim reafirmou que a Relação Estratégica Abrangente e Permanente entre China e Venezuela permanece inalterada, apesar da agressão externa. A chancelaria do gigante asiático assegurou que sua disposição de aprofundar a cooperação prática não mudará, independentemente da situação política.

A China reiterou seu respeito à soberania venezuelana e manifestou confiança de que o Governo bolivariano conduzirá seus assuntos internos de acordo com a Constituição, rejeitando qualquer tentativa de ingerência estrangeira na nação sul-americana.

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