Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que recebem acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90% em 2026. O índice corresponde ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado entre janeiro e dezembro de 2025, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e representa reposição integral da inflação.
A correção atinge cerca de 12 milhões de beneficiários que ganham acima do piso nacional. O INPC é utilizado como referência para esses benefícios por refletir a inflação sentida por famílias com renda de um a cinco salários mínimos.
Com o reajuste, o teto previdenciário sobe de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,54. O percentual é inferior ao aplicado no ano anterior, quando os benefícios acima do mínimo foram corrigidos em 4,77%. O pagamento com os valores reajustados será feito a partir da folha de janeiro. Para quem recebe acima do salário mínimo, os depósitos ocorrem nos primeiros cinco dias úteis de fevereiro, entre os dias 2 e 6, conforme o número final do benefício, segundo calendário do INSS.
Já os segurados que recebem o piso nacional tiveram reajuste maior, de 6,79%, com o salário mínimo passando para R$ 1.621. Nesse caso, houve ganho real acima da inflação. Para benefícios concedidos ao longo de 2025, o reajuste será proporcional aos meses de recebimento, incluindo auxílios por incapacidade temporária. Os percentuais escalonados ainda serão divulgados pelo INSS.
